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NetBazar entrevista: Animal Plush

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Com um produto diferenciado, qualidade, muita criatividade e, acima de tudo, determinação conheceremos um pouco da história de Leila, criadora da Animal Plush.

A Animal Plush é uma empresa que desenvolve produtos totalmente artesanais, exclusivos e de uma qualidade primorosa e percebida aos olhos de todos. Além de estar a frente, sempre atualizada e preocupada em diversificar materiais, trará muitas novidades para os próximos meses.

1. Como e quando nasceu o interesse em trabalhar com plush?

Animal Plush: Isso foi há muito tempo em 1994, eu era casada e tinha 3 filhos pequenos, e queria muito desenvolver alguma atividade ,Sou super elétrica!! Havia tentado fazer algumas coisas, ser vendedora, sacoleira… mas  nada dava certo…não estava feliz com o trabalho.Um dia falei com Deus..(sim eu falo com ele…não sou religiosa,nem nada) e disse..Deus, você vai me dizer o que eu devo fazer,me mostra por favor.O que você me disser eu vou fazer!

E não é que no domingo seguinte eu fui visitar minha irmã e minha sobrinha, na época com 2 anos veio correndo com um pluto enorme e disse “ olha Tia…”e me deu o bichinho para segurar. Na mesma hora eu senti em meu coração, que era Deus me respondendo Faça isso! Gente, eu nem sabia costurar!

Trabalhei muito tempo com pelúcia,com criação de moda para bebê, acessórios. E Em 2003 comecei a explorar este tecido maravilhoso O plush! Desde então eu e meu sócio Aldo que veio integrar mais ainda o design e beleza, desenvolvemos peças sempre utilizando este material.

2. Vocês utilizam outro material além do plush para a confecção das peças ?

Animal Plush: Utilizamos em alguns modelos como no Leão e Girafa a pelúcia, tecidos planos, estampadinhos, lisos, chambray, sarja, Piquet e estamos para lançar 2 coleções: 1 com algodão orgânico e outra com pelúcias antialérgicas.

3. Sabemos que vocês tem em média 300 modelos como opções de escolha para seus clientes. Como é o processo criativo de vocês? De onde vem a inspiração para criar lindos animais e bonecos em plush?

Animal Plush: Nosso processo criativo vem de nós mesmos,não paramos de criar!! Trocamos idéias o tempo todo.
A inspiração vem do amor pelos animais, desenho animado,música, da emoção que vemos nas gestantes quando estão escolhendo o quartinho do bebê…da emoção que nunca deve deixar nosso espírito, não importando a idade que se tem.Vem principalmente do amor que temos pelo nosso trabalho. Estamos sempre criando…rs

4. Vocês trabalham com peças personalizadas? Como é o desenvolvimento destas peças personalizadas? É a partir de fotos enviadas?

Animal Plush: Trabalhamos com personalizados, sim e este foi o que nos lançou no mercado, é até hoje nosso diferencial. O desenvolvimento acontece através de 2 caminhos: 1- O cliente tem já uma idéia formada e nos passa através de desenho ou mesmo só nos falando e criamos o que quer que seja em plush ou tecido.2- o cliente nos passa um tema e desenvolvemos o personagem e tudo que for preciso.

5. Como é feita a divulgação da Anima Plush?Vocês participam de bazares?

Animal Plush: Nossa divulgação é muito focada na internet. Já anunciamos em revistas da área de decoração de  quartos de bebê,até em capas, mas creio que hoje a Internet tem muito mais alcance de público. Acho também que é muito mais ecológica, rápida e barata do que  você comprar uma revista que só vai trazer uma parte de coleção e nem sempre atendendo a expectativa do cliente. Na Internet, temos uma gama imensa de sites e produtos que podemos comparar, apreciar e comprar em sites sérios como o NetBazar Participamos de alguns eventos, quando convidados. Como atendemos atelier em SP costumamos ver nosso produto em várias revistas com o nome da loja que revende. Em setembro nosso site oficial entrará no ar!

6. Quantas pessoas compõem a equipe Animal Plush?

Animal Plush: Na criação somos eu e o Aldo, meu sócio.Mas na produção temos mais de 20 pessoas.

7. O processo de fabricação é totalmente artesanal. Todos são bordados à mão. Existe a possibilidade de utilizar algum maquinário específico para o trabalho de vocês?

Animal Plush: O trabalho artesanal é muito valorizado. Por isso, não há máquina que dê ao produto o que as mãos conseguem dar. Temos no mercado brasileiro e internacional milhões de bichinhos bordados à máquina… Mas à mão ele fica com “aquela” expressão que você realmente quer. Nós utilizamos somente máquinas de costura reta.

8. Vocês possuem algum atelier onde ministram aulas?

Animal Plush: Sim, temos nosso atelier no bairro do Tatuapé  em São Paulo, e estamos implantando o curso , que será o único no País. Não há nenhuma escola onde se aprenda a fazer bichos ou bonecas de plush. Fomos convidados também a dar aulas no Studio Peter Paiva, meu amigo querido, em Campinas. Logo estaremos por lá. Vamos também levar o curso para associações, clubes e cooperativas, dentro e fora de São Paulo.

9. Poucos artesãos trabalham com o material utilizado por vocês que é o plush e até mesmo a pelúcia. Vocês acreditam que seja difícil o acesso à este tipo de matéria prima ou ainda é uma arte pouco difundida no Brasil?

Animal Plush: A matéria prima não é muito barata e além do plush temos o enchimento também.Acho que temos artistas maravilhosos no Brasil que trabalham com tecidos, feltro e conseguem fazer coisas lindas! E sim acho que não é uma arte muito difundida, acho que as pessoas vêem o plush como uma produto “industrializado”.

10. Reservamos agora este espaço para vocês deixarem alguma mensagem, pensamento para todos que acompanharam esta entrevista.

Animal Plush: Primeiramente agradeço a NetBazar pela oportunidade de estar aqui contando um pouco da nossa história e agradecer também pelo espaço onde podemos vender e demonstrar nosso trabalho. Tenho certeza de que este portal vai crescer muito e proporcionar ao artesão muita informação e divulgação na internet com seriedade. Quero dizer às pessoas, que não desistam do seu CORAÇÃO. Nunca em nenhuma idade, situação, enfim.Que mantenham sempre a fé no seu potencial, no seu trabalho, no seu dia a dia.E Acima de tudo em DEUS. Coloque no seu trabalho o que você não vê para comprar em nenhum lugar , nem na internet. Ele vai te levar muito além do que você imagina. Coloque AMOR.

Gratos

Leila Rodrigues & Aldo Melo

Conheça a loja do Animal Plush no NetBazar!

NetBazar entrevista: Cris de Raphael

quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Cris de Raphael

Cris de Raphael

Apaixonada pela pintura country, Cris de Raphael iniciou suas pinturas por acaso com o apoio de uma amiga e nunca mais largou. Com grande influência da folk art americana, seus trabalhos possuem traços bem definidos e são  marcados por sombreados fortes o que nos faz identificar sua autoria. Nesta entrevista, Cris nos conta um pouco de sua experiência, seu início na pintura e um pouco sobre o mercado artesanal.

1.Como iniciou seu interesse pela pintura decorativa?

Cris de Raphael: Em 1990, perdi minha mãe que era uma grande e constante companheira. Procurei então algo que pudesse preencher meu tempo, no momento ocioso, e minha mente. Algo que me fizesse concentrar e distrair. Através de uma amiga conheci a pintura bauernmalerei. A princípio não me interessei muito, mas acabei pintando uma peça para agradar minha amiga. Acabei me apaixonado pela pintura e pela técnica. Com o tempo fui buscando novas técnicas e novos cursos e assim aperfeiçoando e enriquecendo meus conhecimentos.

Joaninha

Joaninha

2. Dentro da pintura decorativa, existe alguma especialidade que você se interessa mais?

Cris de Raphael: Existe sim. Essa especialidade que me encanta é o Country Americano. Meu interesse é pela variedade de técnicas que posso utilizar. E ainda posso unir e reproduzir flores, animais e figuras humanas todas ao mesmo tempo numa mesma peça.

3. À medida que vai se pintando, com a experiência nesta ou em qualquer outra especialidade artesanal, adquire-se o estilo próprio, ou seja, alguns artistas possuem traços mais delicados, outros simpatizam mais por pintura de ursos e, assim, conseguimos identificar a olho, a autoria das peças. Você já encontrou seu estilo próprio?

Cris de Raphael: Às vezes acho que sim, outras que não. Ainda me encontro buscando aperfeiçoamento. Sempre que possível acabo incrementando meus trabalhos com detalhes sutis e cores pastéis. Também utilizo muitas sombras, enriquecendo ainda mais os trabalhos e deixando uma marca bastante perceptível. Acredito esses pontos possam em breve ser a identificação visível de meus trabalhos

4. Como você desenvolve seus paps? Como é feita a escolha das peças que serão ensinadas?

Cris de Raphael: Primeiro defino o nível de dificuldade da técnica a ser ensinada. Normalmente acabo decidindo por trabalhos para iniciantes. Faço isso porque quando iniciei na pintura country senti grande dificuldade em seguir os PaPs. Assim decidido, escolho a peça que na maioria das vezes é de tamanho pequeno a médio. Acredito ser interessante a amiga arteira olhar para o tamanho da peça e para o PaP e de imediato perceber que ela conseguirá realizar um trabalho igual ou melhor que o sugerido. Quando chega o momento da escolha do risco e das cores procuro criar com o coração….rs. Normalmente me apaixono pela peça mesmo antes de estar realizada.

Chinesinha

Chinesinha

5. Existem muitos meios de divulgação dos trabalhos artesanais. Qual você acredita ser o mais eficaz: internet, divulgação entre amigos, bazares? Qual o meio que você mais utiliza?

Cris de Raphael: A divulgação entre amigos é bastante interessante pois cria a confiabilidade da indicação de uma para outra pessoa. Mas na minha opinião o veículo mais eficaz de divulgação dos trabalhos artesanais é a internet. Muitas vezes fico imaginando pessoas do outro lado do mundo conhecendo meus trabalhos. Isso me dá uma enorme satisfação. A gama de pessoas que podem admirar e adquirir nossas peças é incalculável. E o mais interessante é que gastamos pouquíssimo esforço para tal, e ainda o custo é baixíssimo para divulgarmos nosso nome e nossos trabalhos.

6. Atualmente, existe uma grande tendência em diversificação de materiais, ou seja, numa caixa de mdf finalizada, você encontra colagem de papéis, tecidos, botões e uma série de outros materiais, onde se viam apenas desenhos pintados. Temos também o próprio surgimento dos carimbos muito em voga hoje na pintura decorativa, com as estamparias por trás de desenhos pintados à mão. Você acredita que seja uma certa influência do patchwork na pintura decorativa?

Cris de Raphael: Certamente o patchwork é uma forte influência na pintura decorativa. Mas aposto mesmo, com enorme força, na criatividade das artesãs. Essa mistura de técnicas e acessórios enriquece cada vez mais os trabalhos trazendo assim a criação individual e exclusiva de cada pessoa em cada peça. A busca de novos recursos chega a ser incessante. Cada detalhe, cada toque pessoal aumenta ainda mais o valor das artesãs brasileiras. A utilização dos carimbos muito em voga mesmo vem agregar mais beleza, riqueza e facilidade às nossas criações.

7. Geralmente, o artista tem uma especialidade tida como principal, mas tem outras secundárias, por exemplo, existe o artista que pinta, mas que também faz bijuterias, costura, modela. Você tem alguma outra especialidade de seu interesse?

Prato Bauer

Prato Bauer

Cris de Raphael: Costumo dizer que a artista, principalmente a brasileira é dotada de enorme criatividade e vontade de aprendizado. Isso nos leva a conhecer outras formas de criar. Já fiz um pouco de tudo, bijuterias, bordados, crochê, decoração de festas infantis em isopor, fiz a decoração das 15 velas do baile de debutante da minha filha. Há pouco tempo fiz um curso de customização de chinelos. Sempre que posso busco novos aprendizados. Acredito que uma especialidade ajuda a enriquecer outra. Mas a minha preferência e paixão é mesmo pela pintura country.

8. Cris você acredita que com o crescimento do artesanato no Brasil, cresceu também o interesse das pessoas pela compra de produtos artesanais?

Cris de Raphael: Acredito sim. O crescimento do artesanato no Brasil está vindo numa velocidade muito rápida. O interesse das pessoas em adquirir produtos artesanais brasileiros está vindo na mesma velocidade.
Tenho absoluta certeza e convicção, a internet está nos ajudando muito nesse sentido. Os sites de vendas e de busca vêm colaborando fortemente na divulgação dos valores artesanais brasileiros.

Pinceleira

Pinceleira

9. Atualmente, existe um grande empenho de grandes empresas para desenvolver novos produtos que facilitam o desenvolvimento e a criação dos trabalhos artesanais. Você acredita que este mercado possui alto potencial de crescimento visto que a cada ano, surgem mais artesãos no mercado brasileiro e mundial?

Cris de Raphael: Tenho visto e acompanhado de perto o desenvolvimento de novos produtos. O potencial de crescimento é muito grande e muito rápido. O interesse por trabalhos artesanais, principalmente no mercado brasileiro através de seus artesãos chega a ser assustador, visto pelo movimento de visitação da Mega Artesanal 2009 . A feira em 2008 recebeu 108.000 pessoas e em 2009 foram mais de 110.000.  Esse crescimento de visitação na Mega 2009 nos mostra claramente a força de tal potencial.

10. Cris, reservamos agora um espaço para que você possa deixar alguma mensagem, pensamento para todos que acompanharam esta entrevista.

Cris de Raphael: Quero deixar algumas mensagens especiais.

Para Cláudia e Sérgio Burlamaqui, idealizadores do NetBazar : que vocês cresçam a cada dia e que recebam em dobro tudo aquilo, que sei, vocês têm proporcionado a muitas e muitos artesãos brasileiros. Obrigada pela confiança e oportunidade do espaço que estão me abrindo.

Para minha família : meu marido Beto, minha filha Carol, meu filho Thiago e meu pai Mario….obrigada por tudo, pela paciência, pelo amor e apoio que venho recebendo de vocês ao longo desses anos todos. Amo vocês.

E a mais especial de todas, é a minha mensagem para VOCÊ que está agora aqui comigo : acredite sempre em seu potencial. Jamais desista de seus sonhos. Lute com garra e determinação, sem pressa, aguardando assim o dia da realização.

Trabalhar com a pintura em madeira me leva a mundos diferentes. Através dessa atividade descobri meu verdadeiro talento e com isso realizo muitas alegrias em poder criar algo diferente a cada dia.

Venha você também para esse mundo encantado.

Sucesso e bênçãos é o meu desejo a vocês.

Beijukas em cada coração……

Cris De Raphael

Conheça a coluna da Cris de Raphael no NetBazar.

NetBazar entrevista: Lu Heringer

terça-feira, 21 de julho de 2009

Lu HeringerUma dedicada artista e arteira, como ela mesma se define, que iniciou sua paixão por artesanato ainda criança e não largou mais.

À frente de seu blog e uma grande comunidade no Orkut, entitulados Artesanato - Aprenda a Fazer, Lu Heringer divulga vários passo-a passos de variadas técnicas bem diferentes e interessantes. E, como se não bastasse, ainda canta! Isso mesmo. Lu Heringer é back vocal do rei Roberto Carlos!

Confira a seguir, a entrevista de Lu Heringer para o NetBazar!

Como e quando você começou a se interessar pelo artesanato?

Na verdade me interessei pela arte, formas e cores desde muito pequena. Mamãe ficava maluca com os meus pedidos incessantes para comprar lápis de cores – risos. Comecei pintando quadros a óleo. Mas, cantar era um chamado muito forte e foi o que tomou conta de minha vida por longos anos (até hoje). Durante alguns anos a arte e o artesanato ficaram meio que adormecidos por conta dessa vocação. Depois, comecei a fazer alguns cursos e fiz um pouco de tudo. A maioria das coisas que faço aprendi sozinha, mesmo. Fiquei mais de 15 anos na pintura em seda e cheguei a ter uma fábrica onde fabricava tintas e produtos para essa técnica, produtos esses que foram usados por vários profissionais conceituados na área. Era a Magic Silk. Por falta de condições financeiras para levar adiante esse imenso projeto, depois de sete anos de funcionamento, fui obrigada a fechar. Daí… voltei à arte e ao artesanato. Isso já faz um bocado de tempo e até hoje continuo em atividade diária, constante, seja gravando meus vídeos ou no convívio diário com o pessoal da minha comunidade (Artesanato – Aprenda a Fazer!), seja no blog, no youtube e nas aulas que dou. Meus dias giram em torno do artesanato quando não estou na estrada fazendo shows com o rei Roberto Carlos como back vocal em sua banda.
Os vídeos estão marcando esse meu momento. Sempre achei que VER facilitava mais o aprendizado do que LER. Agora que tenho todo o equipamento necessário estou registrando tudo em vídeo, colocando no youtube e de la para minha comunidade e blog. É realmente fantástica essa noção de poder levar um pouco de conhecimento a pessoas que nem conheço e, muito mais, é poder receber de volta o carinho delas através de mensagens muito carinhosas que deixam, de perguntas que fazem e dessa interação que existe comigo de alguma forma. Isso é muito gratificante, mesmo. Creio que, depois de toda essa caminhada, estou vivendo o meu melhor momento na estrada do artesanato.

verre-eglomiseComo você teve a idéia de criar o blog Aprenda a Fazer? Você pode nos contar um pouco sobre ele?

Sou uma pesquisadora voraz e incansável. Sempre à procura de novas técnicas além de ter uma tendência de nunca fazer ao pé da letra os paps (passo a passo). Sempre coloco o ‘meu tempero’ em tudo o que faço. Num dado momento, eu tinha tanta coisa, tanta informação parada, que resolvi criar a comunidade para poder compartilhar com outras pessoas e o blog foi uma sequência natural dos acontecimentos. No início, levava para lá matérias interessantes que apareciam na comunidade ou que eu encontrava na net. Em muito pouco tempo, comecei a gravar minhas técnicas, publicar no youtube e deixar la no meu blog. Hoje em dia, grande parte das matérias que publico nele é minha e a adesão vem crescendo de uma forma que me impressiona, assim como a participação das seguidoras, perguntando, tentando esclarecer ou aprender um pouco mais. Isso me deixa muito feliz porque nada me dá maior prazer do que compartilhar com as pessoas interessadas um pouco do pouco que sei. Adoro ajudar as pessoas e sempre me coloco à disposição para tirar dúvidas e, por isso mesmo, todo o trabalho que publico o faço gratuitamente, pois sei o quanto é difícil, principalmente para quem está começando, encontrar informações gratuitas. Meu blog é uma grande parte de mim e do que faço e através dele e da comunidade tenho alçado vôos maiores em outros setores.

Qual é o meio de divulgação que você utiliza? Você acha que a Internet é uma grande aliada para isso?vitral-permanente-ligado

Sem dúvida! Acredito que se não fosse pela internet não teria conseguido divulgar as coisas que faço com tanta facilidade, ter alcançado tantas pessoas quanto as que alcancei e com as quais constituí laços de amizade mais fortes do que alguns que tenho na vida social. Na verdade, não faço distinção entre virtual e ‘real’. A sociedade virtual é tão intensa quanto à social e todas as regras de conduta se aplicam às duas. A maior parte de minha vida é no virtual (NetBazar, comunidade, blog, youtube, site, página do orkut, email, etc.). Muito do que aprendi e do que consigo transmitir é através da internet e me sinto uma felizarda por estar vivendo nessa época de tanta integração virtual onde as pessoas estão muito próximas umas das outras, estejam onde estiver. Internet é tudo de bom (risos).

É você que faz todos os paps que estão no blog ou você dispõe de pessoas que colaboram com você?

A maioria sou eu mesma que faço, com já disse, através dos vídeos que gravo. Vez por outra, quando acho alguma técnica muito interessante, peço licença à sua criadora para publicar no meu blog (dando os créditos a quem de direito, sempre). O mesmo se aplica às matérias interessantes que encontro na net. Mas, a grande maioria das matérias que lá estão, são produzidas por mim mesma como resultados das minhas pesquisas e dos aprendizados que fui tendo ao longo do tempo.

latonagemVocê faz latonagem, pintura em madeira, trabalhos com tear, pintura em tecido, gesso… tem mais? Existe, dentro de todas estas técnicas a que você mais se identifica?

Acrescento pintura em seda, em vidro, tear de pente liço, decoupage e alguns outros que, agora, não me vem à memória. Olha… Realmente eu faço de tudo um pouco. Por vezes eu mesma me surpreendo com a quantidade de coisas que faço, sabia? (rindo). A técnica na qual estive mais ativa foi a pintura em seda. Talvez por causa da tristeza que foi ter que fechar a Magic Silk, me afastei completamente dela. A técnica com a qual mais me identifico na atualidade é a Latonagem. É indescritível o prazer que sinto em fazer isso. Porém, de um modo geral, gosto de técnicas que exijam paciência para serem desenvolvidas. Sempre dou preferência a este tipo de trabalho do que ao ‘fast food’ (rindo). Por que aí é que está a graça, o valor. Tudo aquilo que exige dedicação, atenção, cuidado e paciência para ser feito tem a minha preferência. Então, dentro disso que acabei de dizer, posso afirmar com certeza de que adoro fazer Latonagem, o Falso Richelieu no MDF, o Falso Vitral e o Verre Eglomisé – técnicas que trouxe para a comunidade e o blog depois de conversas com amigas e pesquisas que realizei.

Qual a técnica que requer mais dedicação?

Entre as que faço, sem dúvida, o Verre Eglomisé. Pelo menos na forma como a apresentei em vídeo no blog. Porém, o Falso Vitral, o Falso Richelieu no MDF e a Latonagem, também não ficam atrás. São técnicas que exigem uma boa dose de paciência, dedicação e atenção para serem executadas.

Você ministra aulas  em diversos estados, não é? Em São Paulo, você tem um atelier próprio para ministrar suas aulas?

Meu atelier é para meu próprio uso. Até tenho alguns planos para o futuro de vir dar aula aqui, mas não por hora. O que vem acontecendo é que as pessoas aproveitam minha presença (por conta dos shows) em outros estados e providenciam um local onde possamos nos reunir a fim de termos uma aula. Domingo, dia 12 de Julho, tivemos uma aula no Rio de Janeiro no bairro das Laranjeiras com a técnica do Falso Richelieu no MDF e foi muito gostoso. Aqui em São Paulo tenho recebido convites de outros ateliês e lojas e estamos em conversação para levar adiante os projetos. Enfim, basta ter um local adequado e um mínimo de cinco alunas que eu vou, com certeza! Apesar de fã incondicional da net, nada substitui o calor humano e é muito gostoso poder conhecer amigas da telinha azul e pessoas novas.

Lu, todos nós sabemos das dificuldades enfrentadas por todos aqueles que trabalham com arte, principalmente como fonte de renda. Muitos não dão o verdadeiro valor que ele deveria merecer. Os artistas / artesãos ficam horas ou até mesmo dias para desenvolver uma só peça. Atualmente, tem aumentado o número de bazares e locais de divulgação de trabalhos manuais. Você acha que estes locais são válidos para exposição destes artistas? O que você acha que as pessoas devem fazer para poderem vender mais seus produtos artesanais?

Com certeza! Todo e qualquer lugar disposto a liberar espaço para a mostra e venda dos trabalhos são muito bem vindos. Realmente, infelizmente, o trabalho artesanal não é muito valorizado pela sociedade. Somente quem o faz é que sabe das dificuldades que se enfrenta com o gasto na compra de material e as horas aplicadas em cada peça. O nome ‘artesanato’ parece trazer consigo uma certa depreciação à obra o que é um grande engano por parte das pessoas, pois, é necessário conhecimento, habilidade e muita dedicação para a execução de qualquer peça.

Sobre a segunda parte da pergunta, não é muito fácil responder. Acho que varia de categoria para categoria de trabalho. Fora os espaços destinados a esse fim, a pessoa tem que se dedicar em divulgar na internet, (blogs, fotologs, comunidades, o Netbazar que é um espaço maravilhoso) e sair a campo à procura de locais para deixar suas peças (normalmente em consignação) junto às lojas de presentes e lojas que vendam o mesmo tipo de material que a pessoa faz. Apresentação é tudo! Tanto a pessoal quanto em relação ao acabamento das peças, que deve ser perfeito. Uma etiqueta discreta com o nome e telefone ajuda, assim como ter cartões de visitas para deixar nos locais e para distribuição, também. Outra coisa importante para quem quer viver de artesanato é ter a carteirinha da Sutaco, órgão que regula e credencia artesãos. Basta comparecer ao órgão, terminar uma peça e pegar sua carteirinha. Com ela a artesã (ou artesão) consegue emitir nota fiscal de venda de seus trabalhos o que para muitos comerciantes é importante. No mais é falar com o máximo de pessoas possível, porque o boca a boca funciona bem e procurar sair do lugar comum, ou seja, fazer peças diferenciadas.

richelieu-no-mdfTemos notado que o número de artistas / artesãos tem aumentado muito a cada ano que passa. Novas comunidades, lojas direcionadas para o mercado de artesanato vem surgindo com mais força. A prova disso são as próprias feiras destinadas a este público, que vem aumentando a cada ano a sua freqüência. A seu ver, a que se deve, este crescimento do interesse das pessoas pelo artesanato?

Acredito que esse crescimento tenha acontecido como uma forma de driblar as dificuldades financeiras que a sociedade, com um todo, enfrenta. Hoje em dia existe muita informação gratuita disponível na internet e com o material em mãos e dedicação é possível se fazer peças bonitas que agradem às pessoas. Tenho notado um crescimento grande do interesse das pessoas em aprender a fazer artesanato, principalmente, entre aqueles que estão sem emprego e, consequentemente, sem condições de sustentar suas famílias. Não que isso seja fácil. Não se iludam porque não é fácil sobreviver de artesanato. Mas, levando a sério o aprendizado, é possível abrir um curso em sua casa, fazer peças para vender em todos os locais que você citou e acabar por faturar algum, seja como renda extra, seja como renda principal. Por outro lado, existem as pessoas que não dependem do artesanato como fonte de renda mas, como existe muita informação disponível e gratuita hoje em dia, as pessoas acabam por ‘tentar a sorte’ se aventurando nessa área como forma de lazer e de terapia, também. Sem dúvida, fazer artesanato é uma grande terapia! Creio que é um conjunto desses fatores que aumentou a procura por instrução no artesanato.

Bem Lu, para fechar, o que você diz para as pessoas que querem começar a viver do artesanato? Alguma dica?

Acho que já deixei as dicas principais ao longo da entrevista. Na minha comunidade temos um tópico inteiro dedicado a esse assunto (‘Aprenda a Ser Uma Artesã Profissional). É um tópico longo recheado de dicas que já ajudou muita gente.

No mais, quero agradecer à Claudia Burlamaqui e a todos do Netbazar pela honra dessa entrevista e chamar a todos artesãos e artesãs para fazer seu estande lá. Um espaço como esse, gratuito, para podermos divulgar nosso trabalho não se encontra a toda hora. Parabéns pela iniciativa!  Super beijo e fiquem na paz.

Clique aqui para conhecer o estande de Lu Heringer no NetBazar!

NetBazar entrevista: Bia Reis (Pipoquitas com Art)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

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Conheça aqui um pouco mais do trabalho de Bia Reis. Uma brasileira que vive em Portugal , usa e abusa de cores, tecidos e diversos outros materiais para transformá-los em lindas bolsas, carteiras, pulseiras…enfim, vários outros acessórios.

O que no início era uma terapia, virou trabalho sério e hoje ela vende suas peças para diversos países.pipoquitas42

Podemos dizer que a beleza de seu artesanato é marcada por sua imensa criatividade e ousadia de misturar diversas estampas e materiais em uma só peça!

Como você começou com a arte de transformar retalhos em algo produtivo e rentável?

Quando mudei-me para Portugal. Como não tinha nenhum emprego em vista quando vim para cá viver, resolvi investir naquilo que mais sentia prazer em fazer: CRIAR! Até mesmo porque quando ainda estava no Brasil as pessoas de cá já valorizavam o meu trabalho, e, como também já tinha enviado várias encomendas para cá pensei: Por que não tentar?
Graças à Deus deu certo e o que era hobby passou a ser o meu trabalho oficial!

Alguém te influenciou ou influencia em sua arte?

Sim, a minha maior influência foi a minhã mãe, que me ensinou o básico da costura e que tepipoquitas5m umas mãos de ouro para o artesanato!

Como é o seu processo de criação?

Bem… São tantas etapas! Primeiro idealizo algo, depois penso, penso, mas penso tanto… ufa! E só depois de ter mais ou menos tudo em mente é que passo para o papel! Depois é a vez dos moldes! Vejo mais ou menos as medidas que se enquandram naquilo que quero… et voilá! Após este longo processo (sim, sim, pensar requer muito tempo! As vezes até sonho!) é que vem a parte que mais prazer sinto, que é quando testo os diversos tipos de materiais e combinações. Curto demais esta etapa! Por fim, costuro e faço os pormenores (que também é uma parte que adoro de paixão!). Depois é fotografar, publicar no blog, divulgar…

imagem-2140Você fornece seus produtos para lojas, ou você segue a linha da venda direta aos seus clientes?

Já forneci meus trabalhos para várias lojas, hoje em dia não mais, pois não acho rentável, uma vez que a grande maioria das lojas por aqui preferem trabalhar com regime de consignação, além de pagarem um preço bem abaixo. Sendo assim, sigo a linha da venda direta e posso dizer que 100% das minhas vendas são feitas assim, via internet!

Você produz bolsas e acessórios sob encomenda? Seus produtos são exclusivos, únicos, ou você reproduz um determinado produto que já foi vendido exatamente como foi concebido originalmente?

Eu faço de tudo um pouco (risos)! Produzo bolsas e acessórios ao gosto das minhas clientes, ou seja, elas mesmas que fazem as combinações de tecidos e outros materiais; Crio diversas peças de acordo com o meu gosto e depois mediante as encomendas reproduzo semelhante à peça original. Contudo, afirmo que cada peça é única, pois como costumo dizer, cada trabalho tem uma história, um momento, uma inspiração! Sendo assim, partindo do princípio que trabalhos artesanais são 100% feitos à mão, automaticamente são peças únicas e exclusivas! E sinceramente considero os meus trabalhos como únicos, mesmo tendo que reproduzir certos modelos.

pipoquitas11No seu site vemos que você vende seus produtos para outros países além de Portugal. Para que países você já vendeu?

Vamos lá tentar lembrar por ordem alfabética…

Alemanha, Brasil, Canadá, Espanha, França, Inglaterra, Itália , Japão, Suíça… Bem, o que me veio à cabeça neste momento foram estes.

Você ministra aulas sobre sua técnica? Você possui algum tipo de material que ensine outras pessoas a desenvolver bolsas e acessórios como os seus?

Não, no momento não ministro aulas, embora receba diversos emails de pessoas a perguntar. Até já cogitei esta hipótese, mas não por agora, pois ainda tenho muito o que aperfeiçoar. Futuramente quem sabe?!

Quais seus projetos para 2009?

Ter um espaço mais amplo para trabalhar e claro, fazer de tudo para que as pessoas continuem a admirar e valorizar o meu trabalho.

O que você achou da iniciativa do NetBazar?imagem-2084

Adorei a iniciativa do NetBazar de dar a conhecer os diversos tipos de artesanato que são feitos por este mundão afora. Sem dúvidas que é um grande incentivo para quem está ingressando nesta área.

Você tem alguma dica para aquelas pessoas que também produzem bolsas e outros acessórios?

A minha dica é: Para as pessoas que produzem acessórios e bolsas, que utilizem os seus trabalhos e a partir daí façam uma auto-crítica, pois só assim temos a noção real de onde precisamos melhorar. Depois que passei a fazer isto, o meu trabalho melhorou bastante.

imagem-2155Bem, acho que é tudo! Agradeço à equipe do NetBazar pela oportunidade de mostrar um pouquinho do “lado de cá” do mundinho Pipoquitas com Art!

Bia, nós é que agradecemos por sua simpatia e ter seus lindos trabalhos aqui expostos no NetBazar!!

Visite o estande Pipoquitas com Art no NetBazar!

Clique aqui e conheça mais os trabalhos de Bia Reis!

NetBazar entrevista: Wilson Cabral

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Wilson Cabral : Entrevistado de junho no NetBazar

Como e quando surgiu a paixão pelo Biscuit?

“Na verdade conheci o Biscuit pela Anna Modugno na TV. E conheci de perto por algumas amigas da faculdade de Artes Plásticas. Na época, estava praticamente cego, não enxergava nada, fiquei assim por seis meses, usando óculos escuro o tempo todo, pois usava dilatadores de pupila e remédios muito fortes. Assim que parei de usar os remédios e comecei aos pouco a enxergar, resolvi fazer o tal curso de biscuit. Foi onde acabei me apaixonando por esta massinha colorida. E sabia que com ela eu poderia fazer muitas outras coisas que não fosse potes ou imãs. E foi aí que comecei a fazer cursos com profissionais diferentes, como Rosana Martinez, Sueli Ribas, até que conheci Altair, que é um dos profissionais pelo qual me apaixonei pelas modelagens. E com ele fiquei em cursos por muito tempo.”

São poucos os homens que se dedicam a esta técnica. No começo, existiu algum preconceito?

“Sempre fiz cursos de artesanato, nunca me preocupei com o que as pessoas pensassem, pois eu que pagava os meus cursos e me sustentava. Minha família inteira sempre admirou meus trabalhos. Pois antes de ser professor de Biscuit, fui professor de Educação Artística, Desenho Técnico, Geometria, etc… Sempre tive ligações com artesanato.”

Wilson Cabral : Entrevistado de junho no NetBazarEm alguns dos seus trabalhos, nota-se que você utiliza outros materiais além de Biscuit. Que outros materiais você utiliza em conjunto com a técnica do Biscuit?

“Nem sempre utilizo somente Biscuit em meus trabalhos, pois tenho revistas, onde mostro modelagem de biscuit com tecidos, potes de vidro, plástico, madeiras, etc. No Brasil, o Biscuit é muito mais criativo do que em outros paises. Existem milhares de profissionais que não se destacam por não ter oportunidades, pois moram em outros estados e isso dificulta na divulgação em revistas, pois a maioria das revistas que trazem artesanatos, estão localizadas em São Paulo.”

Quais são os materiais básicos para se trabalhar com Biscuit?

“Olha, para a massa o material básico é: Cola branca (existem diversas marcas no mercado) eu particularmente uso a da FOX, amido de milho, óleo de cozinha, vinagre branco de limão. As ferramentas: estecas, boleadores e rolinho para abrir massa.”

No Artesanato, a palavra competitividade se dissipa em ajuda ao próximo, ou seja, os artistas se propõem mais a ajudar do que competir. A que você atribui isso? É o amor a arte que vai além da competitividade?Wilson Cabral : Entrevistado de junho no NetBazar

“Olha, hoje existe muita competitividade. Na verdade as pessoas estão tentando fazer o maior que puder no Biscuit. Esqueceram que as pessoas procuram esta arte como uma fonte de renda. E a competitividade se tornou quem faz melhor. Por isso estou voltando minhas peças para o público que precisa do biscuit para sobreviver, tanto em minhas aulas quanto nas revistas.”

Existe alguma outra técnica no Artesanato que você simpatiza?

“Eu gosto muito de pintura em madeira… as do tipo Country.
Também gosto muito do Biscuit Country, que é ensinado por uma grande amiga “Linda” que, nesta técnica, é uma das melhores e foi a grande criadora desta técnica no Brasil.”

Suas aulas são fontes de inspiração para novos projetos?

“Olha, na verdade, não tenho grandes projetos. Apenas quero ter um local tranquilo para receber bem minhas alunas que são muitas. Pois acho que aulas livres, são para desconcentração, onde as pessoas tornan-se amigas e sempre estão de volta para a troca de idéias do dia a dia e falar de seus problemas. Se não fosse isso, os médicos não indicariam para as pessoas com problemas de stress. Então projetos não tenho, o que eu nunca procurei, veio sozinho e aos poucos.
Mas um de meus projetos era trabalhar com Anna Modugno onde estou hoje.”

Wilson Cabral : Entrevistado de junho no NetBazarVocê colabora para algumas revistas (Editoras). Quais?

“Sim, colaboro com as Editoras: Online, Escala, Fase 4, Minuano, Nova Stilo. Principalmente da Revista elaborada pela Grande Anna Modugno, que é um dos ícones do Biscuit. Uma pena que as pessoas tenham memória curta. Tenho mais de 35 revistas editadas, 8 DVDs, 6 Revistas Eletônicas. Também participei de vários programas de TV, como Ateliê na TV com Dotan, Mulheres em Foco com a grande Cláudinha Pacheco, Mulheres com Kátia Fonseca. Tenho recebido muitos convites. Mas infelizmente sem tempo (vaga na agenda)…”

Você fará um Workshop em Portugal agora em julho, e sabemos que não é o primeiro. Agora no Brasil, onde serão os próximos? Existe a possibilidade de você fazer mais Workshops em outros países além de Brasil e Portugal?

“Sim, já fui convidado para ministrar Workshop na Argentina, Portugal e recentemente tive convite para França. Ainda é um projeto para o ano que vem, pois minha agenda já está fechada até o final do ano.”

Você tem formação superior?Wilson Cabral : Entrevistado de junho no NetBazar

“Sim. Sou formado em Desenho pela Faculdade de Artes Alcantara Machado, Artes Plásticas pela Faculdade Paulista de Artes e Pedagogia pela Faculdade UNI9.”

O que você achou da iniciativa do NetBazar?

“Achei de grande valia para os artesãos do Brasil, pois abre universo do Artesanato na Net. Que hoje é o grande meio de comunicação para o mundo. E estávamos perdendo um grande meio de comunicação para ajudar os artesãos do Brasil a divulgarem seus trabalhos.”

Você tem alguma dica sobre Biscuit para as nossas (os) amigas (os) do NetBazar?

“Tenho sim… para as pessoas que estão iniciando o Biscuit, tente fazer o melhor possível, fazer para vender e não para disputas, pois o Brasil é muito grande e tem alunos e clientes para todo mundo. E nunca esqueça de primeiro dar valor a si mesmas. Valorizem o seu trabalho e não deixem cair na pechincha. Pois só quem faz artesanato sabe o trabalho que dá. E o tempo de cada um de nós é muito precioso.”

Conheça outros trabalhos de Wilson Cabral, seus projetos, aulas e apostilas visitando o seu Fotolog e o seu Estande no NetBazar.

Obrigado Wilson Cabral!

Nós, do NetBazar, agradecemos a sua atenção e por ter aceito nosso convite para ser o entrevistado do mês de junho.

Muito obrigado! Um grande abraço da família NetBazar!

Wilson Cabral nos presenteou com um passo a passo bem legal!!!

Esta entrevista foi originalmente publicada em junho/2008

NetBazar entrevista: July Santiago

domingo, 24 de maio de 2009

July Santiago

Olá July! Como o artesanato surgiu na sua vida?

“Comecei com pintura no tecido, já com esta técnica em mãos tive facilidade em executar a pintura country (folk art) que me encantou desde que vi!!”

Alguém te influenciou ou influencia na sua arte?

“Uma de minhas tias, que já dominava esta técnica antes de eu começar, me incentivou e ajudou muito. Ela é muito criativa e paciente. Foi ela que me incentivou!!!”

Como é o seu processo de criação? De onde vem tanta inspiração?

“Faço pesquisas na internet para colher novidades e também pergunto às minhas alunas e clientes o que querem ver nas apostilas e papéis que desenho!! Isso me ajuda!!!”

Quais as técnicas que você gosta e utiliza além de Pintura Country?

“Costumo usar a pátina provençal, atualmente estou pesquisando técnicas diferentes para misturar com o country. Aguardem as novidades!!!”

Sabemos que você colabora com sua arte e riscos para algumas revistas especializadas. Você pode citá-las?

“Trabalho com a Editora On Line!!! Com 3 revistas que são: Arte em Madeira, Arte e Decoupage e Pátina e Satine!!”

Foram feitos alguns concursos através de suas apostilas. Existe algum planejado para este ano de 2008?

“Sim. Juntamente com a Pintando e Bordando estou organizando o 3o. concurso que será de Decoupage, onde teremos prêmios super interessantes dados por eles… muitos papéis e ferramentas para a pintura!!!”

O que você acha sobre o crescimento do artesanato no Brasil?

“Muito bom, porque além das pessoas estarem se divertindo, podemos ver melhoras na depressão, e isso me anima. As alunas saltitam por não ter que tomar tantos remédios. O fato de fazer coisas bonitas deixa a alto estima bem alta!! É muito gratificante!!!”

Quais seus projetos para 2008?

“Algumas surpresas estão para acontecer… Só posso adiantar que serão úteis e animadoras!!! heheheh…”

July Santiago

O que você achou da iniciativa do NetBazar?

“Maravilhosa!!!  Agora poderemos ter mais contato com quem faz artesanato. Facilitou demais!!”

Você tem alguma dica sobre Pintura Country para nossas(os) amigas(os) do NetBazar?

“Amigas, uma dica preciosa é cuidar bem de nossos amigos pincéis!! Sempre os hidrate muito bem!!  Antes de começar a pintar, já coloque na água! Pincel fora da água, só depois de muita água corrente ok!!!”

Presentinho para as amigas e amigos do NetBazar!

A July Santiago, generosamente, deixou um presentinho para as amigas e amigos do NetBazar! Clique na foto abaixo para “baixar” um dos seus riscos, de sua Apostila No. 9!

July Santiago - Risco

Conheça outros trabalhos de July Santiago, seus projetos, workshops e apostilas visitando o seu Fotolog e o seu Estande no NetBazar.

Obrigado July!

Nós, do NetBazar, agradecemos a sua atenção e o apoio tem nos dado nesses últimos dias. Muito obrigado!

Entrevista originalmente publicada em Maio/2008